Insegurança

Um dia me peguei a perguntar o que gostaria de fazer com minha vida, os rumos que ela estava tomando, os caminhos e os lugares seguidos. Tentei pensar em como teria a resposta de que estou indo para o lugar certo, se as decisões tomadas vão me favorecer.

Parei para observar que aquela não era a primeira vez em que eu me fazia as mesmas perguntas e que a insegurança martelava minha mente, em como eu tento pensar em arrumar as ideias embaralhadas e qual sentido essas ideias fazem.

O panico e o medo tomaram conta da mim como uma escuridão num dia chuvoso e frio, quando o vento bate e faz aquele barulho assustador. O barulho são meus pensamentos e o frio a minha mente, a chuva sou eu, eu sou o medo, sou também a vontade de correr, sou o desespero, sou meu próprio monstro, sou minha assombração, sou eu encolhida buscando abrigo, sou eu a escuridão.

E como modificar a situação se o que me assusta está dentro de mim, faz barulho, não quer sair, se alimenta dos meus bons pensamentos e vomita lapsos ruins de memórias que eu mesma criei. Me faz pensar em desistir de tudo que estou tentando ter, desistir das pessoas que me fazem bem, desistir de mim.

E por falar naqueles que me fazem bem, me vem a sensação de que não faço nada de bom a essas pessoas, pelo contrário, olha quantas coisas ruins minha instabilidade trouxe a elas. E se elas forem embora? O que eu vou fazer se não tiver eles por perto? “SEJA UMA PESSOA MELHOR” eu tento ser uma pessoa melhor, mas o meu monstro não deixa, ele me segura em boas ações, me diz a verdade sobre meu eu, me faz ter a certeza de que não sou capaz de conseguir.

Estou tentando conseguir por eles, tentando lutar por eles, permanecer por eles, me encontrar por eles, para que consiga achar um sentido e tudo fazer sentido pelo menos no modo de agir com eles. Minha vida, meus penamentos eu já desisti de tentar alinhar por mim. Vivo por eles.

 

Viviane Aguiar

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